Por: Giordana Bonifácio
A autora apresenta a intrigante história de um rei de um reino fictício que ora pensamos conhecer, ora somos levados a crer tratar-se de mera ficção. Somos guiados, nesse obra, por uma história de traição, mentiras ciúmes, corrupção e morte. Sempre acompanhando o fio da narração do diário desse rei, não se sabe quais são os personagens dessa trama, podem tratar-se de figuras de nosso conturbado cenário político ou as de séculos atrás, mas nem por isso tão diferentes das atuais. É uma história que se dá entre a ficção e a realidade, entre o passado e o presente. Uma crítica explícita aos governantes de toda história mundial, uma verdadeira fotografia da nossa realidade.A escritora nomeia com pseudônimos às nações, que mesmo sob o manto do pseudo-anonimato, são facilmente identificáveis. Aos governantes destas, com sua crítica ácida, a autora atribui os atos hediondos incentivados pelos jogos de poder e ganância. O rei escreve, para o povo, um relato de seus crimes e dos políticos daquela nação. O problema que, mesmo com a verdade apresentada de forma contundente, a população teima em acreditar nos discursos mentirosos dos perversos malfeitores que se mantém desde sempre no poder.
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