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TEMPO

O SEGREDO DA ETERNIDADE

Por: ADEILSON NOGUEIRA

Embora os homens tenham sempre tido consciência de sua mortalidade, esse lembrete mórbido e o crânio debaixo dele talvez tenham sido inspirados pelo aumento da percepção da passagem do tempo propiciada pelo desenvolvimento de instrumentos de medição.

Por incontáveis milênios, as pessoas viram no tempo um fluxo calmo e incessante e observavam sua passagem através dos ciclos da natureza. Levantavam e recolhiam-se com o sol e ajustaram o ano à mudança das estações. Mas os homens procuravam entender o tempo mais plenamente e controlá-lo, desenvolvendo primeiro o calendário para acompanhar as estações e as fases lunares e depois instrumentos como o relógio de sol e o de água para decompor o tempo em unidades menores.

À medida que os instrumentos de medição do tempo iam ficando cada vez mais sofisticados, precisos e ao alcance de todos, foram alterando de maneira gradual, mas evidente, o modo de ver o tempo. O advento do relógio mecânico, com sua marcha inexorável de momentos mensuráveis, reforçou a noção do tempo como algo valioso e controlável — já não uma correnteza a ser acompanhada sem esforço, mas um fluxo de quantidade limitada, para ser usado até o limite de suas possibilidades. Tendo declarado sua independência do sol, as pessoas viram-se escravizadas por um novo senhor. O relógio passou a regular a maioria dos aspectos da vida, incitando e apressando os mortais com suas badaladas e seu tique-taque incessante.

A criação do mundo, a natureza do tempo, o papel da humanidade no universo — desde que a vida começou, as pessoas refletem sobre esses enigmas cósmicos. Para entender como e por que o mundo veio a existir e satisfazer a singular necessidade humana de impor ordem ao caos, os povos primitivos construíram mitos e lendas que teciam os mistérios da origem e da existência em padrões compreensíveis de tempo e espaço. Parte integrante de muitas dessas histórias tradicionais eram os lugares sagrados — paisagens de formas e beleza tão extraordinárias que inspiravam assombro e reverência.

Alguns lugares sagrados, como o rochedo Spider, no norte do estado americano do Arizona, eram vistos como portais para outras eras e outras dimensões de tempo. Outros, entre eles o monte Kailas, no Tibete, e o lago Titicaca, na América do Sul, eram venerados em remotas culturas como morada dos deuses.

Em alguns casos, distintos povos atribuíram a seus lugares sagrados características notavelmente semelhantes — às vezes até descrevendo-os com as mesmas metáforas. As cosmologias ameríndia, asiática e grega, por exemplo, designavam certos sítios sagrados como “umbigo do mundo”, centro unificador no coração de toda a criação. Contudo, apesar das tentativas de explicação, o tempo e o espaço continuam como enigmas que talvez nunca sejam totalmente compreendidos, sendo aceitos apenas como questão de fé.

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Tema: Ciência, Desenvolvimento Humano, Engenharia E Tecnologia, Ciências Da Vida, Métodos Experimentais, Pesquisa Palavras-chave: sincronicidade, tempo, teorias, viagem

Características

Número de páginas: 152
Edição: 1(2017)
Formato: A4 210x297
Tipo de papel: Offset 75g

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