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EDIPPUS

NA MITOLOGIA

Por: ADEILSON NOGUEIRA

Até hoje se discute muito o problema da origem dos mitos. As opiniões são as mais variadas. Para um historiador, os mitos seriam meras transformações lendárias de fatos históricos. Para um linguista, que tudo explica pelas palavras, as narrativas míticas se originam de locuções deformadas; por isso, a mesma história, contada em termos diversos, pode ser encontrada em diferentes lugares. Para um sociólogo, o mito é a expressão de um meio social semi-real e semi-idealizado, um meio primitivo onde o chefe logo se transforma em deus. Para um psicanalista, enfim, os mitos são marcas evidentes dos desejos recalcados no inconsciente humano. Mas em um ponto todos estão de acordo: os mitos sempre contêm símbolos, de sentido oculto ou manifesto, que coordenam os anseios e temores humanos com os grandes fenômenos naturais.

O mito tem um caráter social desde sua origem, e só é compreensível dentro do contexto cultural em que se engendrou ou se integrou. Exprime a concepção do mundo compartilhada pelos membros de uma comunidade. Deve ser encarado também como um esforço do grupo no sentido de representar-se a si próprio e de estabelecer sôbre sua mitologia tda uma moral, um ritual, uma mentalidade. E, por referir-se a uma comunidade humana, o mito contribui para a solidariedade social e para reforçar a coesão moral do grupo. Assim, os mitos heróicos, cosmogônicos (sobre a origem do universo) ou antropogônicos (sobre a origem do homem), além de fornecer a “explicação” de um mistério, dão aos membros do grupo o sentido de unidade e de oposição a outras comunidades.

O deus Mont, adorado pelos egípcios era protetor das empresas bélicas. Foi mais tarde suplantado por Amon e sua esposa, Mut. De deus da guerra, Amon passou a deus nacional, quando reinava a XI dinastia.

Nebo, deus da sabedoria, adorado em Borsipa (Sudoeste da Babilônia), segundo a tradição, era considerado filho do deus Marduk, protetor da Babilônia. Os sacerdotes de Nebo parecem ter adquirido, em sua época, a fama de sábios astrólogos.

Em numerosos casos, é impossível reconstituir, com precisão, a origem e o desenvolvimento de um mito. Isto porque, embora profundamente arraigado no contexto geral da cultura em que se formou, um mito pode, como qualquer elemento cultural, passar de um grupo a outro, mudando de significado e função, para ajustar-se aos interesses do novo meio social. Foi o que ocorreu com Djim, ser sobrenatural dos mitos árabes, parecido com o gênio da lâmpada de Aladim, e também chamado Shaitan. Na tradição cristã, Shaitan passou a ser Satã. Em seu significado alterou-se, profundamente, passando a corresponder mais à etimologia bíblica da mesma palavra.

Um mito não pode ser tomado como dado seguro para a reconstrução da história de uma comunidade. Exemplo disso é o mito da deusa-mãe, que representava o reviver da natureza após a morta estação do inverno. Ele data da época em que as mulheres eram líderes sociais e as heranças se faziam por linha materna. Mas isso não autoriza a dizer que uma comunidade qualquer que tivesse esse mito era necessàriamente matriarcal.

Com o tempo, foram surgindo e proliferando deuses nos mitos tribais, como tentativa de explicar os fenômenos naturais ou como garantia de vitória nas guerras, de boa colheita, de sorte no amor, etc. As divindades antigas, gradualmente dispostas numa hierarquia, diferiam do homem na própria essência. A mitologia grega, depois adotada por Roma quando a Grécia passou a fazer parte do Império Romano, divergia das outras sobretudo por seus deuses serem muito semelhantes ao homem.

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Características

Número de páginas: 31
Edição: 1(2018)
Formato: A4 210x297
Tipo de papel: Offset 75g

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